Um policial penal foi afastado das atividades após uma operação que investigou cobrança de valores dos internos da Casa do Albergado e Egresso (CAE), em Salvador, para viabilizar o pernoite ou fins de semana de presos fora da unidade penal.
Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), um mandado de busca e apreensão foi cumprido na manhã desta segunda-feira (31), na casa do suspeito, identificado como Francisco Carlos da Cunha. O afastamento dele aconteceu na quinta (27).
As investigações fazem parte da segunda fase da “Operação Falta Grave”, que tenta encontrar provas que possam ajudar na identificação de outros suspeitos de praticarem o crime.
Operação desarticula torneio ilegal de caça de animais silvestres na Bahia
Policial penal é afastado após operação que investiga cobranças de dinheiro para presos passarem períodos fora do presídio em Salvador — Foto: Hildazio Santana/Seap
Policial penal é afastado após operação que investiga cobranças de dinheiro para presos passarem períodos fora do presídio em Salvador — Foto: Hildazio Santana/Seap
O policial foi denunciado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), por crimes de corrupção passiva e associação criminosa ao operar esquema de cobrança de propina dentro da CAE.
A 1ª Vara Criminal Especializada da Comarca de Salvador recebeu a denúncia e determinou o afastamento do agente da função pública.
De acordo com a Seap, as investigações apontaram a participação do policial penal, junto outros quatro denunciados, presos em setembro do ano passado, durante a primeira fase da operação. As evidências contra ele foram obtidas a partir da análise dos materiais apreendidos.
Veja quem são os suspeitos envolvidos:
Francisco Carlos da Cunha: afastado na quinta-feira (27) e alvo de mandado de busca e apreensão nesta segunda;
Nilmar Marcelo Pereira do Vale, Marcos Aurélio Freire da Silva, Valmir Santos Paixão e José Jorge Santos Farias: presos em setembro de 2024, foram soltos em fevereiro deste ano e respondem aos crimes em liberdade. Contudo, seguem afastados das atividades, proibidos de ter contato com investigados, servidores e entrarem em qualquer unidade prisional do estado. G1


