Envelhecer com saúde é um desejo de todos. No entanto, muitas mulheres, principalmente após os 50 anos, convivem em silêncio com problemas que afetam diretamente sua qualidade de vida, como a perda urinária, a sensação de peso na região íntima e o desconforto nas relações sexuais. Embora esses sintomas sejam comuns, o que muitas desconhecem é que existem tratamentos eficazes e possibilidades de prevenção.
A Fisioterapia Pélvica é uma especialidade da fisioterapia que se dedica ao fortalecimento e à reeducação dos músculos do assoalho pélvico, que são responsáveis por sustentar órgãos como a bexiga, o útero e o intestino. Com o avanço da idade e, especialmente, com a chegada da menopausa, ocorrem mudanças hormonais significativas, incluindo a redução de estrogênio, o que pode levar ao enfraquecimento muscular e ao desenvolvimento de disfunções pélvicas.
Entre as condições mais comuns está a incontinência urinária, caracterizada pela perda involuntária de urina ao tossir, rir ou realizar esforços físicos. Os prolapsos, que são alterações no posicionamento dos órgãos pélvicos, também se destacam como problemas frequentes. Apesar de serem condições recorrentes, especialistas alertam que esses quadros não devem ser encarados como “normais” do envelhecimento, mas sim como situações que merecem atenção e tratamento.
Tratamento e benefícios que vão além do controle urinário
O Fisioterapeuta Matheus Maciel Pauferro, destacou que a Fisioterapia Pélvica oferece técnicas personalizadas para cada pessoa, incluindo exercícios específicos, fortalecimento muscular, treinamento respiratório e ajustes posturais. Segundo ele, os benefícios são amplos e ultrapassam a melhora no controle urinário. “Os benefícios incluem o aumento da autoestima, o alívio nos desconfortos associados à função sexual, maior segurança nas atividades diárias e a preservação de uma vida independente e funcional”.


