Caminhoneiros trabalham com o plano de uma greve geral para garantir o piso mínimo do frete. A promessa é parar a circulação de cargas caso o governo não convoque representantes para uma negociação.
O plano foi confirmado pelo deputado Zé Trovão (PL-SC) ao R7 Planalto. Ele conta que representantes fizeram um pedido para melhorar a condição de trabalho junto ao Ministério dos Transportes e aguardam um retorno. “Caso o ministério não responda, vai iniciar uma paralisação”, alerta.
O deputado também defende mudanças no frete de cargas. Para ele, o reajuste garante melhores condições aos caminhoneiros e blinda a categoria contra as oscilações no preço dos combustíveis.
“O que foi enviado para o governo são os problemas que precisam ser resolvidos. Fiscalização do piso mínimo de crédito, fiscalização do pagamento do vale-pedágio. E eu pedi para incluir, também, o término da cobrança dupla de seguro de carga”, elenca.
Questionado sobre o impacto do diesel, o parlamentar defendeu que a demanda relacionada a combustíveis fique fora da mobilização. “O caminhoneiro não pode tratar preço de combustível, o caminhoneiro tem que tratar o preço do frete. O combustível pode custar R$ 30, se o frete acompanhar”, observa.
Por outro lado, Zé Trovão pondera que a alta do insumo impacta o valor final das mercadorias. “Se o diesel fica caro, o frete fica caro, a comida fica cara.” R7


