Familiares da adolescente Thainá Maria da Silva, de 16 anos, que foi assassinada pelo namorado, na cidade de Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, descreveram como tóxico o relacionamento dela com o suspeito. Entre problemas apontados ao g1, estão crises de ciúmes, ameaças e proibições impostas a ela.
O corpo da menina foi encontrado na quarta-feira (8), na casa de Cleverton Silva Machado, com marcas de facadas e queimaduras. O jovem chegou a ligar para o padrasto para dizer que havia “feito uma besteira”, momentos antes da descoberta. Ele também foi localizado morto, com indícios de suicídio. O caso é investigado pela Polícia Civil (PC) como feminicídio.
Thainá e Cleverson namoraram por 2 anos e 4 meses. A adolescente conheceu o suspeito por um amigo em comum da irmã, que tem 18 anos. A família é natural de Alagoas e se mudou para o oeste da Bahia em busca de trabalho, após um convite de uma amiga da mãe das jovens.Segundo a irmã da adolescente, Nathalia Vitoria da Silva, o casal disfarçava na presença da família, mas eram perceptíveis as reações negativas do namorado, quando a menina tentava sair de casa desacompanhada. Ele não liberava nem mesmo quando o destino era a casa onde moravam a mãe e a irmã.
“A gente já tinha conversado com ela, falado que o relacionamento estava acabando com ela. Minha irmã era fortinha, mas hoje em dia estava magra, fraca. Emagreceu quando foi morar com ele. Falei que ela era muito nova, que ele parou a vida dela para cuidar da dele”, destacou. g1


