O homem preso na terça-feira (18) pela morte da nutricionista Larissa Pavan de Assis é apontado pela Polícia Civil (PC) como o atirador. Ao se apresentar à polícia, Fabio Ribeiro alegou insanidade mental, mas o mandado de prisão contra ele cumprido.
O crime aconteceu no dia 7 de dezembro de 2024. A vítima e familiares estavam em um carro por aplicativo, quando o veículo foi alvejado na altura de Guarajuba, distrito turístico de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Ela morreu na hora.
“A apresentação dele parte de uma situação de que a gente estava apertando o cerco contra ele. A própria família também estava movimentando para conseguir a localização desse indivíduo. E ele, diante disso, se apresentou na Polinter ontem, com um advogado, alegando a tese de uma possível insanidade mental, o que não ficou provado em momento nenhum”, disse o delegado Marcelo Calmon, diretor do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).
Segundo a polícia, após trabalho de inteligência e compartilhamento de informações entre as equipes, o investigado foi localizado escondido em uma residência, onde teve o mandado de prisão cumprido. Assim como Fabio, o preso foi conduzido à unidade policial competente, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis, permanecendo à disposição da Justiça.
Relembre o crime
Larissa Pavan de Assis estava na companhia dos três irmãos, em um carro por aplicativo, quando foi baleada. Eles retornavam para Guarajuba, onde estavam hospedados, após um passeio em Salvador.
O motorista do veículo, que prestava serviço para a família, foi ferido por estilhaços nas pernas e levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Monte Gordo. Ele recebeu alta hospitalar.
A jovem era formada em nutrição e tentava oportunidade para atuar na área. A família mora na cidade de Eunápolis, no extremo sul do estado, e viajou para Guarajuba, para participar de uma festa, no dia 6 de dezembro.
“Ela tinha conseguido um emprego. Tinha tantos planos bons pela frente e foram tirados da vida dela. Eu quero justiça. Ela não merecia isso, eu quero honrar o nome dela”, afirmou a mãe da jovem na época do homicídio.
Jovem morta em ataque a tiros em destino turístico da Bahia era formada em nutrição — Foto: Reprodução/TV Santa Cruz
Jovem morta em ataque a tiros em destino turístico da Bahia era formada em nutrição — Foto: Reprodução/TV Santa Cruz
No dia do crime, durante a viagem, Larissa e os irmãos visitaram o Pelourinho, Mercado Modelo e Farol da Barra, pontos turísticos de Salvador. Também foi a primeira vez que ela andou de metrô.
Os irmãos de Larissa Pavan contaram à polícia que o veículo transitava em um trecho da BA-099, mais conhecida como Estrada do Coco, quando um outro motorista se aproximou e atirou diversas vezes. Em seguida, o homem fugiu.
“A gente estava na faixa da direita para virar para o condomínio, o motorista passou. Aí Larissa estava com o aplicativo aberto e avisou: ‘moço, você passou’. Aí ele falou: ‘vou ter que fazer o retorno’. Ele voltou e a gente ouviu os disparos”, relatou uma das irmãs de Larissa, que preferiu não se identificar.
“O motorista falou: ‘abaixa’. Quando olhei para o lado, ela já estava baleada na testa. A gente tem que saber quem fez, tem que encontrar, a justiça tem que ser feita”, clamou a garota.
“Foram dois disparos: um atingiu, fatalmente, Larissa, e o outro pegou pouco acima da porta de onde meu filho estava, mas graças a Deus não aconteceu algo além do acontecido”, contou o padrasto da vítima, Alberto Cley Lima.
FONTE G1


