Segundo a Polícia Civil, a investigação começou após uma denúncia anônima recebida em 17 de janeiro deste ano. Na ocasião, equipes recuperaram 41 caixas d’água no município de Poções.
Os equipamentos, doados pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), eram avaliados em aproximadamente R$ 120 mil.
Dois homens, de 29 e 32 anos, foram presos em flagrante na época por receptação qualificada.
De acordo com o delegado Marcus Vinícius, titular da Delegacia Territorial de Poções e responsável pela operação, os dois homens disseram em interrogatório que haviam comprado cinco caixas d’água de um vereador de Manoel Vitorino.
Segundo os relatos, a negociação teria ocorrido dias antes da apreensão. O parlamentar também teria pedido que os nomes e as identificações existentes nas caixas fossem apagados. Parte dos equipamentos já apresentava sinais de adulteração.
Ainda conforme os depoimentos, as demais caixas d’água seriam distribuídas a moradores do distrito de Salgado, em Manoel Vitorino, indicados pelo vereador.
Com o avanço da investigação e a análise dos elementos reunidos no inquérito, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva dos suspeitos e pelas buscas. As medidas foram autorizadas pela Justiça e cumpridas nesta sexta.
Outro vereador foi preso por arma
Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência de uma mulher de 27 anos, também investigada no caso, os policiais encontraram uma arma de fogo que, segundo a Polícia Civil, pertencia a outro vereador de Manoel Vitorino, Marcos Lagoa. O parlamentar foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
A operação foi realizada de forma integrada pelas Delegacias Territoriais de Poções e Manoel Vitorino, pela Delegacia de Homicídios de Vitória da Conquista e pelos Grupos de Apoio Tático às Investigações (GATTIs) da 9ª e da 10ª Coordenadorias Regionais de Polícia do Interior (Coorpins) de Jequié e Vitória da Conquista.
O que diz a Câmara
A Câmara de Vereadores de Manoel Vitorino informou à produção da TV Sudoeste, afiliada da Rede Bahia na região, que não teve acesso ao teor da investigação e que aguarda um posicionamento da Justiça.
A produção também procurou os vereadores envolvidos, mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem.FONTE G1


