O ex-bombeiro Emerson de Souza Oliveira, acusado de matar a tiros a ex-companheira Quemoly Luize de Sena Araújo, de 25 anos, em Juazeiro, no norte da Bahia, foi condenado a 22 anos e 10 meses de prisão por feminicídio qualificado.
O crime aconteceu em março de 2024. O júri popular aconteceu na terça-feira (3) e durou mais de 10 horas. Na audiência, o réu disse que o tiro foi acidental. Emerson justificou que teria tentar tirar contra a própria vida, mas Quemoly puxou ele pelo braço e foi atingida.
As investigações apontaram que o ex-bombeiro foi até o imóvel da vítima, no bairro Vila Tiradentes, a aguardou escondido, atirou contra ela e fugiu. Ele foi encontrado momentos depois, na própria casa, no bairro Jardim Flórida, a cerca de 4 km de distância.
De acordo com a denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA), Emerson Souza matou a vítima por motivo torpe, movido por ciúmes e pela não aceitação do fim do relacionamento. Segundo o documento, o acusado usou uma arma de fogo de uso restrito e atacou Quemoly de forma a impossibilitar qualquer defesa dela.
O Ministério Público também destacou na acusação que o crime foi cometido por razões da condição do sexo feminino, configurando feminicídio, uma vez que o agressor nutria sentimento de posse sobre a ex‑companheira e não aceitava que ela reconstruísse sua vida afetiva.
Testemunhos e áudios juntados aos autos demonstraram, segundo a denúncia, que Ermeson teria planejado o assassinato e apresentava comportamento controlador e perseguidor em relação à vítima. Emerson tinham um relacionamento conturbado, com muitas idas e vindas. Quando ocorreu o feminicídio, eles estavam separados há um mês.
A vítima deixou uma filha de três anos, fruto do relacionamento com Emerson. O condenado seguirá preso no Conjunto Penal de Juazeiro. G1 BAHIA


