A Bahia lidera o número de novos casos de câncer de colo de útero ou câncer cervical na região Nordeste. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), 1.160 novos diagnósticos são feitos a cada ano no estado. A campanha Janeiro Verde busca conscientizar a população feminina sobre o câncer do colo do útero, terceiro tipo de neoplasia que mais afeta as mulheres no país. “A falta de informação é um dos desafios do combate aos tumores do sistema reprodutor feminino, o Janeiro Verde é um alerta necessário sobre a importância dos exames preventivos, da vacina HPV e do estilo de vida saudável”, afirma a oncologista Luciana Landeiro, da Oncoclínicas.
A infecção persistente por determinados tipos de HPV (Papilomavírus humano), vírus transmitido em relações sexuais sem proteção, é o principal fator de risco para desenvolvimento do câncer de colo de útero. “Existem mais de 200 subtipos de HPV, os tipos HPV-16 e HPV-18 são considerados de alto risco por seu potencial oncogênico”, explica o oncologista Daniel Brito, da Oncoclínicas. Outros fatores podem estar associados ao surgimento da neoplasia, como a falta de limpeza ou higiene íntima inadequada, a iniciação sexual precoce, o tabagismo, e o comportamento sexual de risco (sexo sem preservativo e multiplicidade de parceiros).
“A vacinação contra HPV para meninos e meninas, disponível no SUS, é uma aliada eficaz para prevenção da doença”, reforça a oncologista Daniela Barros, da Oncoclínicas. Além de ser importante no combate ao câncer de colo de útero, a imunização previne outras neoplasias associadas ao Papilomavírus Humano, como os tumores de pênis, ânus, vagina, vulva e orofaringe.
“Num cenário de desinformação crescente, conscientizar os pais sobre a importância da vacinação dos seus filhos é um dos desafios para o combate ao câncer de colo de útero”, afirma a oncologista Camila Kelly Chiodi, da Oncoclínicas. A médica lembra que a adesão à vacinação protege os jovens desde o início de sua vida sexual e interrompe a transmissão do vírus.
Rotina preventiva
As consultas de rotina com o ginecologista e o rastreamento através do exame preventivo (Papanicolau) são indispensáveis para a saúde do sistema reprodutivo feminino. “O exame preventivo consegue identificar lesões pré-malignas ou tumores em estágio inicial, possibilitando o tratamento precoce, quando a chance de cura do câncer de colo de útero é muito alta e pode chegar a mais de 95%”, lembra a oncologista Hamanda Nery, da Oncoclínicas,
“O exame de rastreamento ajuda a detectar a doença mesmo quando a mulher não tem nenhum sintoma, aumentando a possibilidade de tratamentos menos invasivos e salvando vidas”, acrescenta Luciana Landeiro.
Atenção aos sintomas
Geralmente, o câncer de colo de útero é assintomático em sua fase inicial. “Dores durante relação sexual, sangramento vaginal anormal, secreção com mau cheiro e dor pélvica são alguns dos sintomas que podem ocorrer em casos mais avançados da doença”, explica Camila Kelly Chiodi.
“Ao notar qualquer sintoma é importante que a mulher busque imediatamente o médico para uma avaliação”, acrescenta Daniel Brito. ACORDA CIDADE


