No Dia Mundial do Rim, celebrado nesta quinta-feira (12), especialistas alertam para o avanço silencioso das doenças renais e para a importância do diagnóstico precoce. No Brasil, milhões de pessoas convivem com algum grau de comprometimento da função dos rins, muitas vezes sem saber, o que pode levar a complicações graves, como necessidade de diálise ou transplante.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), cerca de 10% da população mundial apresenta algum tipo de doença renal crônica. No Brasil, estima-se que mais de 170 mil pacientes dependam de diálise, segundo o Censo Brasileiro de Diálise. Entre os principais fatores de risco estão hipertensão arterial, diabetes, obesidade, histórico familiar e envelhecimento da população.
Doenças que afetam os rins
Segundo o nefrologista Túlio Coelho Carvalho, coordenador da Nefrologia do Hospital Mater Dei EMEC (HMDE), em Feira de Santana, as enfermidades renais podem ser classificadas, principalmente, em doença renal crônica (DRC) e insuficiência renal aguda. “A forma crônica se desenvolve lentamente, com perda progressiva da função dos rins ao longo dos anos. Já a insuficiência renal aguda pode surgir de forma repentina, geralmente associada a infecções graves, desidratação, uso inadequado de medicamentos ou complicações hospitalares”, explica.
Além dessas condições, outras doenças frequentemente comprometem os rins, como cálculos renais (pedra nos rins), infecções urinárias recorrentes, glomerulonefrites e distúrbios eletrolíticos, que alteram níveis de substâncias importantes no organismo, como sódio e potássio. “O diagnóstico precoce é fundamental porque muitas doenças renais evoluem de forma silenciosa. Quando os sintomas aparecem, muitas vezes o comprometimento da função renal já é significativo”, explica Túlio Coelho.
Prevenção e diagnóstico
Ainda segundo o especialista, a prevenção começa com cuidados simples. Controlar a pressão arterial e o diabetes, manter alimentação equilibrada, evitar excesso de sal e de medicamentos sem orientação médica e manter boa hidratação são medidas importantes para proteger os rins.
Exames laboratoriais simples, como dosagem de creatinina no sangue e análise de urina, ajudam a identificar alterações precoces. “Muitas vezes, um exame de rotina já consegue indicar se há algum comprometimento da função renal. Isso permite iniciar o tratamento antes que o problema evolua”, afirma o nefrologista.
Tratamento e hemodiálise
Quando a função dos rins é gravemente comprometida, o paciente pode precisar de terapia renal substitutiva, que inclui hemodiálise, diálise peritoneal ou transplante renal. A hemodiálise filtra o sangue por meio de equipamentos que substituem temporariamente o trabalho dos


