A investigação da Polícia Federal sobre o Banco Master identificou contratos milionários de honorários advocatícios, uma proposta de transferência de cotas de um jato e de um helicóptero, além do pagamento de viagem internacional e experiências de luxo oferecidas por Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e integrantes de sua família. Os episódios estão descritos em documento que integra a investigação e que foram divulgados por uma reportagem do portal g1.
Um dos principais pontos destacados pelos investigadores é a relação financeira entre empresas ligadas a Daniel Vorcaro e o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.
Em um dos acordos, o Banco Master se comprometeu a pagar ao escritório 36 parcelas mensais de R$ 3 milhões líquidos. Com a incidência dos tributos prevista no documento, o valor bruto de cada parcela chegava a R$ 3.646.529,77.
A investigação mostra que o nome de Alexandre de Moraes aparece nos metadados de duas versões da minuta do contrato assinado com o escritório de sua esposa, segundo a Polícia Federal.
Em 11 de janeiro de 2024 Viviane enviou a Daniel Vorcaro uma primeira minuta. A PF verificou que o arquivo registrava sua última modificação feita pelo usuário “Ministro Alexandre de Moraes” naquele mesmo dia.
Em 17 de janeiro, Viviane encaminhou a Vorcaro a versão final da minuta. Segundo a análise dos metadados feita pela PF, esse arquivo também tinha como última modificação o usuário “Ministro Alexandre de Moraes”, do dia 15 de janeiro.
O contrato foi assinado em 23 de janeiro de 2024 por Daniel Vorcaro e Ângelo Antônio Ribeiro da Silva.


