Após quase dois anos, familiares de Kauan Gomes Araújo de Souza, de 20 anos, se reúnem nesta quinta-feira (13), no Fórum Felinto Bastos, em Feira de Santana, para acompanhar o julgamento dos acusados pela morte do jovem, baleado por engano enquanto seguia para uma academia.
A família espera que os responsáveis sejam condenados e o julgamento represente um passo importante na busca por justiça. Para os familiares, a decisão não será capaz de amenizar a perda, mas poderá representar o encerramento de um ciclo de sofrimento provocado pela morte de Kauan.
Ao Acorda Cidade, a mãe do jovem, Samile Silva Gomes, contou que, mesmo após quase dois anos, a família continua abalada com a violência que tirou a vida do filho.
“Nós continuamos abalados e estarrecidos diante de toda a violência que aconteceu contra o meu filho, e o mínimo que pedimos é o respeito pela família e que amanhã seja feita justiça, que não devolve a vida do meu filho, não devolve os sonhos que foram tirados, não devolve os abraços, os beijos, os carinhos, não devolve nada disso, mas é o mínimo que a sociedade pode trazer amanhã para a gente, é a justiça.”
Relembre o caso
Kauan foi baleado na manhã de 13 de dezembro de 2024, quando seguia para uma academia acompanhado da mãe e de uma amiga. Os três estavam em um carro modelo Sandero branco, conduzido por Samile, e foram perseguidos por um Corolla preto da Avenida Fraga Maia até a Avenida Eduardo Fróes da Mota, o Anel de Contorno.
Segundo a investigação da Delegacia de Homicídios de Feira de Santana (DH), o autor dos disparos havia discutido com uma mulher com quem mantinha um relacionamento e saiu em busca dela após ela deixar o local em um veículo. Ao avistar o Sandero branco, ele acreditou que a mulher estivesse no carro e decidiu persegui-lo.
O passageiro do Corolla efetuou disparos contra o Sandero. Um dos tiros atravessou o para-brisa traseiro e atingiu Kauan na cabeça. A mãe e a amiga socorreram o jovem para o Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), mas ele morreu quatro dias depois, em 17 de dezembro.
Durante as investigações, a polícia identificou o motorista do Corolla e o homem apontado como autor dos disparos. A DH também localizou a arma utilizada no crime.
Na época, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva dos dois investigados.ACORDA CIDADE


