Após os rodoviários de Salvador decretarem greve nesta sexta-feira (22), a Secretaria de Mobilidade (Semob) informou, por meio de nota, que os motoristas descumpriram a decisão judicial que previa o funcionamento de 60% da frota nos horários de pico.
Ainda de acordo com a pasta, até 6h30 da manhã não havia sido iniciada nenhuma operação nas garagens dos coletivos. Para minimizar os impactos da greve, foi montada uma operação de contingência com a frota do Sistema Especial Complementar (STEC).
O resultado do atraso foram pontos de ônibus lotados e uma grande procura por transportes alternativos, como o metrô, carros e motos por aplicativo, além de vans.
Na região de Santa Luzia do Lobato, no subúrbio de Salvador, as pessoas que costumam usar os coletivos para ir ao trabalho saíram de casa mais cedo. Algumas delas contaram que chegaram nos pontos antes das 6h, mas continuavam no local às 7h.
“Por mais que a gente se programe, não tem ônibus nenhum. Não passou nada até agora”, disse um dos passageiros, que chegou no local às 5h30.Para a design de interiores Cristiane Dias, a solução para não perder o trabalho foi pagar uma carona solidária até a Estação Mussurunga, em Salvador. Quando soube da greve na quinta-feira, ela e outros colegas que vivem em Arembepe, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, organizaram a vinda para a capital baiana.
“Nós pagamos um valor para uma pessoa que já vem trabalhar em Salvador para nos deixar em pontos de ônibus. Foi a solução para chegar no trabalho”, contou.
O ajudante de pintura Jeferson Rocha esperou mais de 30 minutos para pegar o coletivo. Em dias normais, a espera não ultrapassa 15 minutos. Se nenhum ônibus passar na estação Mussurunga, ele estuda ir andando até o bairro de São Cristóvão, uma caminhada de 2,5 k. FONTE G1


