Julho é o mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais, doenças que atingem milhões de brasileiros e que, muitas vezes, evoluem de forma silenciosa. As hepatites B e C são consideradas as mais preocupantes devido ao risco de cronificação e evolução para cirrose e câncer de fígado. A coordenadora do curso de Enfermagem da Estácio, Jayanne Carneiro, alerta que muitas pessoas convivem com a doença sem saber.
“As hepatites B e C são consideradas doenças silenciosas porque, na maioria das vezes, elas não dão sinais no começo. A pessoa pode passar anos convivendo com a doença sem sentir absolutamente nada. E justamente por isso o diagnóstico acontece tardiamente, quando o fígado já pode estar comprometido”.
Segundo a especialista, os tipos mais comuns no Brasil são as hepatites A, B e C, todas caracterizadas por causar inflamação no fígado. Ela explica que cada uma tem uma forma de transmissão diferente, mas todas merecem atenção, porque podem comprometer a saúde do fígado e, quando não diagnosticadas e tratadas, podem causar complicações.
Embora muitos casos não apresentem sintomas, Jayanne orienta que a população fique atenta a alguns sinais. “Quando aparecem, os sintomas podem ser cansaço intenso, enjoos, perda de apetite, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina bem escura e fezes claras. Mas é importante lembrar que muitas pessoas não apresentam nenhum sintoma, principalmente nos casos de hepatite B e C”, afirmou.
Prevenção
A prevenção varia de acordo com o tipo da hepatite. No caso da hepatite A,a enfermeira destaca que os cuidados estão relacionados principalmente à higiene e ao consumo de água tratada e alimentos higienizados. Já a hepatite B pode ser evitada com vacinação e práticas seguras.


