A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta terça-feira (22), a Operação Quatro Torres, que investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas e homicídios. Entre os alvos estão dois policiais militares, suspeitos de integrar o grupo e receber vantagens indevidas, e um advogado, investigado por intermediar a comunicação entre integrantes da organização e pagamentos.
“Foram 31 mandados de prisão expedidos e 50 mandados de busca expedidos pelo juiz da comarca de Ilhéus. Então, no alvorecer, mais de 200 policiais civis cumpriram esses mandados. Tivemos mandados cumpridos no Estado do Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e Alagoas, de forma simultânea. Ainda estamos contabilizando aqui a quantidade de presos e de material ilícito apreendido para poder fazer o balanço geral. A organização criminosa atua na Bahia, voltada à prática de tráfico de drogas, tráfico de armas, homicídios, corrupção de agentes públicos e lavagem de capitais”, informou o coordenador da Polícia Civil de Ilhéus, André Aragão, ao portal Acorda Cidade.
Operação investiga quatro lideranças do tráfico e bloqueia até R$ 300 milhões; PMs e advogado estão entre os alvos
As investigações apontaram que a organização era estruturada em torno de quatro lideranças, chamadas de “Torres”, que exerciam influência sobre diferentes áreas de Ilhéus. Segundo a Polícia Civil, os integrantes mantinham comunicação entre si para tomar decisões relacionadas à atuação criminosa, incluindo a comercialização de drogas, a aquisição de armas e a prática de homicídios. “Fatiaram a cidade em várias regiões. Cada um liderava essa região de forma territorial com suas individualidades e com seu grupo criminoso”, disse o delegado.
Entre os alvos da operação também estão pessoas que já estão custodiadas em unidades prisionais e que receberam novos mandados de prisão. No caso dos dois policiais militares, a suspeita é de que eles fizessem parte da organização e recebessem vantagens indevidas para favorecer as atividades criminosas. Já o advogado é investigado por atuar na interlocução entre integrantes do grupo e na intermediação de pagamentos. “Os policiais e o advogado são atuantes aqui em Ilhéus.”
Na Bahia, as diligências são realizadas em Ilhéus, Itabuna, Feira de Santana, Serrinha, Luís Eduardo Magalhães, Porto Seguro, Salvador, Simões Filho e Vitória da Conquista. Fora do estado, a operação ocorre em São Paulo e Guarujá, em São Paulo; Maceió, em Alagoas; Nossa Senhora do Socorro, em Sergipe; e Rio de Janeiro.


