Um maestro de regência silenciosa. Foi assim que Lionel Messi conduziu a vitória da Argentina por 3 a 1 sobre a Suíça, na madrigada deste domingo (12), no Arrowhead Stadium, em Kansas City, Missouri (EUA). Sem precisar dominar o jogo com a bola nos pés o tempo todo, o camisa 10 apareceu, junto aos companheiros, quando necessário e garantiua classificação argentina para a semifinal da Copa do Mundo.
Os Alvicelestes não fizeram primeiro tempo, mas conseguiram ir para o intervalo em vantagem. Até então discreto na partida, Messi cobrou escanteio na medida para Alexis Mac Allister abrir o placar de cabeça, aos 11 minutos.
Na segunda etapa, a Argentina mostrou sinais de desgaste e teve dificuldades para manter o controle da partida. A Suíça acelerou o ritmo, passou a ocupar o campo de ataque com mais frequência e encontrou o empate aos 22 minutos. Ndoye tabelou com Ricardo Rodríguez na entrada da área, recebeu de volta já dentro da área e bateu cruzado. A bola passou por baixo de Dibu Martínez antes de morrer no fundo da rede.
Mas o jogo mudou rapidamente. Dois minutos depois, o VAR chamou o árbitro para revisar um cartão amarelo inicialmente mostrado a Leandro Paredes. Após a análise, a arbitragem identificou uma simulação de Embolo no lance. O atacante suíço recebeu o segundo amarelo e acabou expulso, deixando a Argentina com um jogador a mais.
Com superioridade numérica e após as mudanças feitas durante a parada para hidratação, a equipe de Lionel Scaloni voltou a pressionar, abusando dos cruzamentos para a área. A defesa suíça, porém, resistiu, e a decisão seguiu para a prorrogação.
O primeiro tempo do tempo extra foi marcado por um jogo de muita disputa física. A Argentina encontrava dificuldades para furar a forte marcação suíça e também sofria para conquistar as segundas bolas. Quando tudo indicava uma definição nos pênaltis, Julián Álvarez apareceu.


