Marcos Vinícius Botelho Fernandes e Almeida foi condenado a 13 anos de prisão pelo assassinato da estudante Sashira Camilly Cunha Silva. O julgamento foi realizado na quarta-feira (21), no Fórum Desembargador Felinto Bastos, em Feira de Santana. A sentença foi lida pela juíza Márcia Simões Costa.
Conforme o portal Acorda Cidade já divulgou, o crime aconteceu em setembro de 2021, em Vitória da Conquista. Sashira, com 19 anos na época, cursava Engenharia Civil e teve o corpo encontrado dias após o desaparecimento, em um terreno baldio na zona rural do município de Planalto.
Durante o julgamento, o Ministério Público (MP) e os advogados que representam a família da vítima defenderam uma pena mais severa. Ao final, os jurados decidiram pela condenação a 13 anos de prisão, além do pagamento de multa correspondente a dez dias, conforme informado na reportagem.
Ao Acorda Cidade, a assistente de acusação do caso, a advogada Luciana Santos Silva, revelou que o júri durou 11 horas. Para ela e os colegas da advocacia, a pena aplicada ao condenado foi uma surpresa.
“O réu foi condenado por homicídio qualificado, por ocultação de cadáver, que é um crime hediondo, o homicídio qualificado, mas para a surpresa do Ministério Público, para a nossa surpresa, assistentes de acusação, que estamos ali a representar os familiares da vítima, eu e o advogado Dr. Frank Ribeiro ficamos surpresos com a pena que foi aplicada. Nós discordamos, com todo o respeito, dessa decisão da juíza. E de imediato, depois que a sentença foi lida em plenário, o Ministério Público já interpôs o recurso para contrapor, para tentar aumentar a pena.”
Segundo a advogada, a defesa do réu também não concordou com o resultado.
“Por outro lado, a defesa do réu, que não concordou com o resultado, não da pena, mas o resultado da decisão dos jurados, disse que iria recorrer pleiteando um novo júri. Os jurados condenaram o Marcos Vinícius pelo crime brutal da jovem de Vitória da Conquista, Sashira Camilly, mas, na percepção do Ministério Público e na percepção da assistência da acusação, a pena posta no mínimo legal foi uma pena baixa. E nós já interpusemos o recurso ainda em plenário para tentar o aumento de pena”, disse ao Acorda Cidade.
Marcos já cumpriu cinco anos e um mês de prisão em regime fechado. Esse período será considerado no cálculo do tempo restante da pena. Tanto a defesa quanto o MP informaram que vão recorrer da decisão.


